Quem inventou o surfe?

Por Janaína Pedroso

Quando o assunto é sobre quem inventou o surfe, dois povos disputam o título: polinésios e peruanos. Os primeiros criaram as “Alaias”, prancha de madeira sem quilhas, já os peruanos inventaram o “Caballito de Totora”, uma espécie de embarcação que também servia para deslizar sobre as ondas como diversão.

Já no Brasil, foi na década de 30 que o surfe começou. Mais precisamente em Santos, com os irmãos americanos: Margoh e Thomas Rittscher vindos de Nova Jersey, assim como Juá Hafers e Osmar Gonçalves, que em anos distintos, criaram suas pranchas de madeira.

Mas foi somente na década de 60 que o esporte começou a se popularizar de fato no país. O arquiteto carioca Irecyr Brandão desenvolveu a “madeirite” prancha monoquilha, construída a partir de material chamado “compensado naval”, folhas de madeira envergadas e prensadas. A partir daí, a evolução das pranchas não parou mais.

Hoje, blocos de poliuretano são os mais usados entre os fabricantes de prancha. A evolução dos acessórios também é interessante, parafina, leash, astro deck e quilhas de carbono, já ganharam milhares de versões. Hoje vivemos com infinitas possibilidades. Há quem dispense as tecnologias e, em pleno século 21, prefira suas monoquilhas old school.

O reconhecimento mundial do esporte veio através de Duke Paoa, atleta olímpico havaiano que fazia questão de difundir a prática do surfe em suas viagens à Califórnia, França, África e Austrália. Nessa época, o esporte estava ligado às energias positivas e ao culto ao espírito do mar.

Dois australianos muito importantes na história do surfe são Mark Richards e Simon Anderson. O primeiro criou, em 1980, o modelo twin-fin (duas quilhas); um ano mais tarde, Simon inventava a triquilha. Avanços que contribuíram muito para o esporte, dando mais velocidade e agilidade para o surfe de competição, fazendo com que novas manobras pudessem surgir na cena desse esporte.

Seguindo a ordem cronológica, surge Kelly Slater, o surfista da Flórida, 11 vezes campeão mundial que começou a dar suas primeiras rabetadas nos anos 80 e não parou mais. Criou-se a ASP, responsável pelos principais circuitos mundiais: WCT e WQS. Nessa época, os brasileiros Fabio Gouveia e Teco Padaratz representavam o Brasil pelos circuitos mundo a fora. Hoje os circuitos abandonaram seus Ws, e ASP virou WSL com seu CT e QS.

O esporte segue em pleno vapor e a evolução é constante! Quem diria, que em 2018, teríamos dois campeões mundiais?