Rip Curl Pro Argentina

Muita disputa e pouca onda! Se pudéssemos resumir a etapa mundial de surfe, da segunda divisão, na Argentina, diríamos que foi regata a fúria latina e muita merreca.

Por Janaína Pedroso

De um lado Wesley Santos, o típico brasileiro (se é que é possível generalizar de forma tão simplista um povo). O menino de Peruíbe, litoral sul de São Paulo, que ganhou ainda pequeno o apelido de “menino sorriso”, representa o astral do povo que sofre, mas mantém o riso largo a qualquer custo.

Seu oponente, um típico argentino. Facundo Arreyes é autoestima e confiança em pessoa. Chega a soar até um pouco arrogante. “Muitos me acusam de ser brasileiro, mas sou argentino, sou de Buenos Aires! Não tenho documentos brasileiros!” Bradou Facundo à repórter, após ter vencido nas quartas.

Estereótipos a parte, é interessante ver ressurgir a velha e ferrenha rivalidade entre os dois países, que segundo historiadores vem de muito antes do futebol. O cientista político argentino Vicente Palermo afirma que historicamente era comum que argentinos olhassem para os brasileiros com olhar superior.

Wesley vibra em Playa Grande! Foto WSL / Beto Viedo.

No mar, os ânimos são bem mais amenos, é verdade, o surfe não tem ainda a tradição para criar dualidades comparadas a Pelé versus Maradona. Surfistas do século XXI parecem não estar muito interessados nos velhos moldes da República, nem tão pouco nas batalhas em campo.

 

Mas sejamos sinceros, no campo ou no mar, ganhar da Argentina é bem mais gostoso!

ETAPA FEMININA

Entre as mulheres, quem se deu melhor foi Dominic Barona. Depois de garantir a vitória no Peru, há algumas semanas, foi a vez da equatoriana liquidar os sonhos da argentina, Josefina Ane.

Entre as brasileiras, Camila Cassia de Ubatuba, fez uma excelente performance e avançou até as semifinais!

Camila Cassia, de Ubatuba, chega até as semifinais do Rip Curl Pro Argentina de 2018. Foto WSL / Beto Viedo.