Vamos lá, corre porque a notícia está ficando pra trás!

Quanto tempo dura uma notícia, antes que ela morra e vá parar no ostracismo da velhice mundana?

Por Janaína Pedroso

Deixa isso pra lá! É hora de nos perguntarmos: o que seria do CT (Fórmula 1 do surfe, ou se preferir, Championship Tour) sem os brasileiros Gabriel Medina, Filipe Toledo e Ítalo Ferreira?

Quem assistiu ontem a transmissão ao vivo direto de Bell´s Beach não pôde deixar de abrir um sorriso, ao ver o potiguar falar. No melhor estilo easy-going-my-brother, Ítalo respondeu à repórter sul-africana “Eu só quero surfar”. Para coroar sua atuação durante a entrevista uma bela limpada nas narinas.

Ítalo Ferreira foi lançado ao mundo por Luiz “Pinga” Campos, o mesmo que acreditou em Adriano de Souza. Com seu faro apurado para talentos, arrisco dizer que com Ítalo, Pinga foi ainda mais certeiro.

Como os analistas da WSL no Brasil disseram, o potiguar pode dominar o circuito por muitos anos, assim como Gabriel (que Meu Deus, me digam, como surfou maravilhosamente bem!?!) e Filipe que, honestamente, em relação à progressão e modernidade ainda não nasceu ninguém parecido.

Se o surfista que venceu Filipe Toledo, nesta etapa de Bell´s, não tivesse ganho o campeonato, realmente, não faria sentido assistir a mais de quatro horas de transmissão em uma tela. A bem da verdade é que Bell´s foi mais uma vez um espetáculo a parte. Eu que estive lá quando a Rip Curl comemorava seus cinquenta anos, consigo imaginar o que uma final que dá adeus a Mick Fanning representa.

O australiano foi um gigante e se despede das competições mostrando ao mundo seu lado gentleman de ser. O abraço no brasileiro a poucos segundos para o término da grande final mostra o fair play e a elegância de quem já balançou aquele sino quatro vezes.

Abraço de campeão! #CheersMick. Foto WSL / Divulgação.

Por isso, é que as vezes fica difícil compreender o prazer que alguns sentem ao desmoralizar a Liga Mundial (WSL), quando o que ela proporciona é algo realmente fantástico!

Para completar o show e as unhas roídas, a corrida feminina pelo título contou com Silvana Lima impecável até a bateria da semifinal. Indo contra as expectativas, a havaiana Tatiana Weston-Webb, venceu a brasileira e na grande final, quase colocou em xeque a soberania de Stephanie Gilmore.

A próxima etapa da liga mundial de surfe ocorre em Margaret River, terra do vinho, do chocolate e dos tubarões brancos. Mal posso esperar!

A rainha de Bell´s Stephanie Gilmore. Foto WSL / Divulgação.