Pode-se dizer que o festival Prancha Oca é algo único. Assistir a campeã brasileira, Ayllar Cinti, e lendas da modalidade como Cocó e Neco Carbone dividindo baterias – e às vezes ondas – com iniciantes, crianças e senhoras é algo que não se vê todo dia.

O resultado disso foi um sábado (14) de muita diversão e troca de experiências entre a comunidade do surfe e, especialmente, do longboard brasileiro.

A atual campeã brasileira Ayllar Cinti

 

Teve atleta experiente mostrando boas manobras, gente tomando altos caldos, dividindo ondas propositalmente e outros rebeando sem querer.

O propósito maior era curtir o momento, enquanto o quadro de juízes decidia quem levava os prêmios de “Melhor Hang 10”, “Melhor Hang 5”, “Melhor Footwork” e “Melhor Onda” dentro de cada bateria.

“É incrível essa oportunidade de surfar com caras como o Cisco Araña e o Carlos Mudinho”, diz Lucas Fruet Gil.

Ele veio de Caxias do Sul (RS) para o evento, acompanhado da namorada Renata Goulart, também gaúcha.  “Apesar de ser em Santos, o festival acaba funcionando como uma forma de ligar as pessoas do todo o país em torno dessa celebração”, afirma.

E se foi isso que o público sentiu, é sinal que os organizadores acertaram. Isabela Panza, longboarder profissional e integrante da comissão do Prancha Oca, confirma que essa é a ideia por trás do evento.

“É um festival vanguardista que acontece para que as pessoas possam desfrutar do surfe com a família e com os amigos e compartilhar as ondas com o ‘ohana’ (família) que o surfe formou”, explica.

Fotos @rfsurfmoments

 

Nuvem em forma de círculo, que se formou sobre o grupo durante homenagem à Sant’Anna. Foto Mauro Nicolau

O espírito “Aloha” chegou ao máximo quando os participantes formaram um círculo no outside – conforme a tradição havaiana – para homenagear Jose Luiz Sant’Anna, um dos pioneiros do esporte em Santos, que faleceu em janeiro deste ano em decorrência de um câncer.

Quem estava na areia se impressionou com a demonstração da natureza, que fez uma participação especial ao exibir uma nuvem, também em formato de círculo no horizonte, bem no momento em que seus amigos faziam um discurso emocionado no mar.

 

 

Cisco Araña faz discurso emocionado para o amigo. Foto Davi Realle

 

Surfistas homenageiam Sant’Anna, um dos pioneiro do surfe em Santos. Vídeo Kalango mar e cerrado

 

As baterias de domingo (15), que incluiam a segunda parte da categoria open masculina, os surfistas com mais de 60 anos de idade, os alunos especiais da Escola Radical de Surf, staff e família tiveram de ser canceladas por causa do mau tempo.

A versão feminina do evento tem sua segunda edição prevista para setembro deste ano e promete reunir 300 mulheres em frente ao Posto 2 da praia de Santos.

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