O mundial segue parado! Enquanto isso as meninas aproveitam para treinar em Jeffrey’s Bay e arredores.

Já teve tubarão-branco básico, acidentes com saídas prematuras, intermináveis rasgadas, batidas e tubos cristalinos.

“Faremos uma nova chamada somente na sexta, 13,”, disse Jessi Miley-Dyer, comissária adjunta da WSL. “Estou muito confiante de que será um grande dia para nós.

Segundo Jessi, há grandes chances de o evento ser finalizado na própria sexta-feira. “A previsão parece muito boa, com seis pés de onda e vento terral. É potencialmente o melhor dia que eu vi até agora em J-Bay, então estou muito empolgada”, falou a executiva sobre a previsão das ondas.

Pela primeira vez na história do Tour Mundial de surfe profissional as mulheres encaram as gélidas e afiadas direitas da icônica J-Bay. A seis vezes campeã Stephanie Gilmore falou sobre o assunto em entrevista concedida ao inglês The Guardian.

“É um dos lugares mais espetaculares que já estive,” disse a surfista. “Eu sempre ouvi dizer que essa onda era fácil de surfar, porém difícil de surfá-la bem, então eu estou indo pra lá para tentar algo lindo e especial”.

Programada para recomeçar nesta sexta, 13, o Brasil inicia desfalcado com a ausência da sua maior representante. Silvana Lima está contundida e, portanto, fora da competição.

Depois de consultar o médico da liga, que acompanha os atletas durante as etapas, a surfista decidiu abandonar as competições.

Resta agora Tatiana Weston-Webb, que com sua recém-convertida nacionalidade, se torna um reforço importante ao time verde e amarelo.

Enquanto no masculino temos a maior representação da história do esporte, com 11 brasileiros disputando o mundial, o surfe feminino vai de mal a pior.

Mas não se engane, pois temos surfistas talentosíssimas, porém afastadas do sonho de competir pela simples e inaceitável falta de apoio.

A própria Silvana é um exemplo disso. Depois de duas vezes vice-campeã mundial (2008 e 2009), perdeu patrocínio e a possibilidade de continuar no Tour.

Voltando ao J-Bay Open, vamos torcer para que a previsões se confirmem, assim o espetáculo feminino estará garantido. Vida longa à etapa feminina sul-africana.