Foram doze meses de estudos e testes até o lançamento da primeira linha de modelos de foilboard da FLAP, fabricante de pranchas fundada em 2015, com sede na charmosa Vila Madalena

Por Janaína Pedroso

Após dois anos dedicados à fabricação das tradicionais pranchas de surfe, a FLAP investe no desenvolvimento de pranchas de foil, também chamadas Hydrofoil – modalidade que ganha força e adeptos no Brasil.

Conhecido mundialmente graças ao surfista de ondas grandes Laird Hamilton, que mostrou ao mundo pela primeira vez a modalidade, causando furor da comunidade do surfe. Já que a impressão que se tinha ao ver um foil em ação era de que o surfista literalmente flutuava sobre a água, como um passe de  mágica. Na época, em meados dos anos 90, a prática foi nomeada como “o surfe do futuro”.

Hoje, conhece-se melhor a dinâmica do hydrofoil, o que torna mais fácil compreender que, por trás da aparência ilusionista, há muitos cálculos em sua concepção.

“A elaboração do foil se inicia no projeto de seus componentes, demandando cálculos similares aos de projetos de aviões”, conta Felipe Napoli, 23 anos, um dos quatros fundadores da FLAP, que além de serem surfistas são engenheiros.

Além de pura lógica, há certo risco por trás da modalidade e alto investimento. De acordo com Felipe, as pranchas são vendidas, em média, por 5.400 reais. Soma-se a isso a necessidade, na maioria dos casos, de uma embarcação para posicionar o praticante no local adequado – que diferente do surfe é praticado além da zona de arrebentação.

Para o lançamento da linha autoral de Hydrofoils da FLAP foram desenvolvidos cinco modelos (Race, Sport, Freeride, Hybrid e Wave) e podem ser utilizadas tanto para o surfe quanto para o kitesurfe.

Fase de testes

Até chegarem no modelo ideal foram meses de cálculos e testes. O processo evolutivo das pranchas teve a participação de atletas que, por meio da prática puderam fornecer o feedback necessário para o aprimoramento dos protótipos.

De lá pra cá, e depois de muitos cálculos e testes, a FLAP lança no mercado sua linha de Hydrofoils, que além dos modelos já citados, oferece outras inúmeras possibilidades, já que são mais de 25 tipos diferentes de asas (peça ligada ao mastro central).

Matéria prima e tecnologia dos foils

Os foils da FLAP são produzidos em fibra de carbono e resina epóxi aeronáutica de alta resistência, resultando em um equipamento robusto, porém, extremamente leve, possibilitando a prática de alta performance.

Além da qualidade da matéria prima, o processo de fabricação inclui impressão  em terceira dimensão (3D) de peças personalizadas, além de laminação a vácuo.

Shaper da Flap em ação. Crédito da foto: Divulgação.