Dj Erick Jay, campeão mundial do DMC World

Por Janaína

O “Medina das picapes”, DJ Erick Jay  – único brasileiro campeão mundial da história do DMC World, principal evento do mundo sobre batalhas de DJ’s  – vem a Ubatuba para comandar mais uma edição da festa Take it Easy.

Erick Jay – apresentador do Manos e Minas da TV Cultura – respondeu ao blog enquanto estava em Nova Iorque a trabalho. Com uma rotina exaustiva, mais parecida a de um atleta do que a de um Mc, o artista é bastante admirado na cena internacional da cultura Hip Hop.

Entre confessar que a aposentadoria das competições está a caminho, Jay conta como é sua rotina – que envolve muita viagem, treino, família e bailes – a possibilidade de morar na praia, dores da profissão e segredos que não devem faltar para quem busca se profissionalizar como DJ.

O que o rap e a cultura hip hop representam na sua vida?

Representa muita, o mundo, o rap é só um elemento da cultura hip hop que envolve o grafite, o dj, o break, e finalmente o Mc (rap), foi o que me deu direção, discernimento em vários aspectos na minha vida.

Em 2015, durante o programa “Manos e Minas”, você dizia que seu maior objetivo era conquistar o DMC Word. Hoje, após três anos, e o título conquistado qual sua maior motivação?

Naquela época eu almejava mesmo, eu tinha sido vice mundial em 2016, almejava muito esse título, agora brigo por mais um na categoria solo. Disputo só até 2019, acredito que este seja meu último ano. Sou DJ há 22 anos, profissionalmente e disputando há 12, é muito puxado, muito corrido. Almejo muito conquistar esse título na categoria solo mundial, e daí paro de vez.

Quais são suas referências musicais?

Do MPB, ao samba de raiz, que me levaram ao funk de alma e original de James Brown e ao hip hop, acredito que sejam essas as melhores influências musicais, a MPB, principalmente, é muito rica, tem muitos elementos, sou fã.

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Qual o segredo para ser um DJ capaz de vencer a maior competição mundial (DCM World)?

Pra você ganhar um mundial precisa ter um diferencial. Lógico que também precisa dedicar horas e horas de treino, mas você tem que ter aquele “algo a mais”. Acredito ser aquele gingado brasileiro (risos). Nós temos algo que os caras de outros países não têm. Apesar de serem mais disciplinados que a gente, em questão de treino, estrutura como DJ, equipamento, tudo isso, nós temos algo que eles não têm, não sei se é carisma, não sei. Além da frieza de executar a performance, a rotina como falamos, sem errar. Você tem que pensar assim: você precisa ter a mente e a vontade de vencer dos norte-americanos e a disciplina dos japoneses. Junta isso com o jeitinho do brasileiro, o jeitinho bom, a humildade e tal, pra conquistar, acredito que seja isso.

 

É louco demais encarar a onda, tem que ter um ritmo, o tempo certo, o surfista é quase como um músico das águas, porque ele tem que ter o tempo certo para entrar na onda e o ritmo de conduzir a prancha , acho louco isso aí, tudo é na hora e no tempo da música.

 

Como é sua rotina?

Trabalho bastante, fico com a família, sou bem caseiro, vou tocar, viajo muito mas sempre quando volto venho pra família, saio bastante com eles, trabalho, treino,  porque para se manter no topo você deve ser como um atleta e treinar todos os dias, como se fosse um ginasta mesmo, treino todos os dias e consigo fazer muitas coisas no meu dia a dia, ligadas ao profissional e à família.

Estilo de vida, sonhos e a admiração pelo surfe

Você já se imaginou morando na praia, fora dos grandes centros, se sim, como acha que seria? Já se arriscou no surfe?

Já imaginei sim, por causa da minha filha, ela ama praia, mas pela minha profissão seria difícil ir e voltar e tal (risos) não sei se iria acostumar. Logicamente que seria louco treinar na beira do mar, ligar os equipamentos, os toca-discos com a pureza do mar, eu acredito que seja uma energia diferente, mas não me imaginei isso ainda (neste momento DJ Jay solta uma bela gargalhada e continua) só a passeio mesmo com a família, por enquanto.

E sobre surfar, já tive vontade, mas nunca tentei de verdade, eu tinha uma pranchinha, mas pra aquele básico e tal, admiro muito os caras que surfam e gostaria muito de tentar um dia sim.

Sua profissão está muito relacionada à ritmo e aos sentidos, fatores que também são essenciais para um surfista, acha que se daria bem no surfe?

Acho que daria um bom surfista, sim. Não posso assistir direto, mas sempre que vejo na TV acho muito da ora os cara surfando ao vivo, principalmente, aquelas ondonas, em campeonatos que os caras pegam  ondas de 10m, 11m em Portugal, Havaí. Acho muito louco e corajoso demais encarar uma onda daquele tamanho. Inclusive eu sempre jogava o  jogo do surfe no videogame. É louco demais encarar a onda, tem que ter um ritmo, o tempo certo, o surfista é quase como um músico das águas, porque ele tem que ter o tempo certo para entrar na onda e o ritmo de conduzir a prancha , acho louco isso aí, tudo é na hora e no tempo da música.

 

O importante é sempre ir ao médico, já fiz tratamento para a prevenção de tendinite nas mãos também, porque o DJ de competição é muito mais ágil e eu comecei a tocar no baile, esse é meu ganha pão, mas treinar para campeonato exige muito mais, força os braços, a mente, os ouvidos, força tudo.

 

Assisti a um filme que conta a história de um DJ, que perdeu a audição em função do som alto. Você já sofreu ou sofre com algo relacionado à profissão?

Já ouvi dizer sobre essa história aí, eu graças a Deus nunca aconteceu. Eu sei que meu ouvido já foi afetado, não ouço como antigamente. Isso porque, tirando o som da balada, eu não curto som muito alto. Com o tempo, você vai perdendo a audição e já não sou mais o mesmo, mas enfim é a profissão. Escolhemos isso, quando mais passa o tempo mais afeta o ouvido. Tem uma galera que toca com protetor no ouvido, mas eu não entendo como é possível. Já que, tem que usar o fone de ouvindo junto.  Enfim, infelizmente acontece isso. O importante é sempre ir ao médico. Já fiz tratamento para a prevenção de tendinite também. O DJ de competição é mais ágil e treinar exige muito mais, força nos braços, mente e ouvidos.

Algo mais que queira acrescentar à entrevista?

Acreditem em vocês. Acredite no seu potencial e nos seus sonhos, é isso que nos mantém vivos. Seja real e respeite sempre o próximo, e (pausa) eu quero uma casa na praia também (risos) brincadeira! Um grande abraço a todos.

Serviço:

Take it easy – SPUBT – HIP HOP

16/11 SEXTA-FEIRA  – COM DJ CLAYTÃO, SALVE 012 E DJ MIC

 

 

 

 

 

Autor: origemsurf

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1 Comment

  1. Parabenizar o trabalho , sempre atento aos melhor acontecimento nos litorais !! Surf , música , praia e tudo maissss !! Grande abraço e parabéns o melhor conteúdo #takeiteasy #origemsurf

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