Me perdoem os especialistas, mas a impressão que se tem é de que o evento final, famosa etapa de Pipe Masters realizada desde 1971 em Banzai, Havaí, apresenta todos os anos o mesmo roteiro.

por Janaína

Doses homeopáticas são preparadas. Primeiro a liga anuncia a data que compreende a janela de espera de Pipe Masters, depois suas estrelas. Enquanto isso Haleiwa e Sunset ainda se recuperam da ressaca pós QS. A mídia anuncia a previsão, que como sempre apresenta um bom prognóstico.

“A bancada já está secando. Tem dois metros de ondas e amanhã vão ser três”, dizem os especialistas. Ahãn, só que não, e até agora, nada de tubos, drops alucinantes e manobras verticais. Surfe que é bom, nada.

Sempre penso que se fosse minha a decisão sobre o início de um evento dessa importância optaria por começar, mesmo que órfã das melhores condições. Iniciaria com os trials, e então daria o grande show por iniciado.

Nunca fui boa na arte da espera, ainda mais se tratando de um dos maiores espetáculos do surfe.

Oremos…

Abaixo, menino João João que roubou meu coração e fez muita falta esse ano. Nos bastidores há um papo rolando sobre uma possível aposentadoria precoce, John John estaria pensando em abandonar a carreira competitiva para se dedicar ao freesurf.

John John Florence do Havaí é ovacionado na praia depois de ganhar na semifinal do Billabong Pipe Masters 2017. Foto WSL / Kelly Cestari