Dias sem onda são um tédio, verdade seja dita. Faz calor, a água esquenta e transforma o mar numa lagoa morna, fraca e incapaz de oferecer qualquer ajuda a nós – seres completamente dependentes desse esporte viciante

A falta de ondas parece refletir na falta de ideias, causando certa aflição. Pois, desde que fechamos parceria, com o jornal e o portal, sinto o peso da responsabilidade amassando me de leve os ombros.

Ironia ou não, foi nesse verão pacato de ondas que o blog virou um verdadeiro frenesi e alvoroçou nossas esperanças, renovando o sonho de um dia conseguir viver dele.

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A primeira vez nas ‘mais lidas’ a gente não esquece

E não é que depois do primeiro tranco, veio o segundo? Swell pesado de cliques. A partir de uma aparição nada corriqueira, sejamos honestos, já que Deep Blue pode demorar, 10, 20, 30 anos até que resolva dar o ar da graça de novo nos agraciando com uma bela porção de cliques. Ela também pode nunca mais aparecer, ser morta por um grande cargueiro ou ter as barbatanas decepadas. Ninguém sabe o dia de amanhã.

Mesmo sem muitas respostas nos sentimos obrigados a dar uma turbinada na CPU e assim o Origem Surf versão 2019 deixa de uma vez por todas o status de hobby.

Estamos prontos pra chamar a maior da série no peito e segurar a enxurrada de cliques sem puxar o bico.

Sem polêmicas nem Deep Blue, como bombar?

Ao contrário da concorrência me recuso a virar o NP do surfe. Não significa que vamos ignorar tragédias como a de Jean e Ricardinho, mas deixar de dar obituário de afogamento no Havaí, certamente. Isso, nem por 7 milhão de cliques.

Vale dizer que nenhum dos dois fatos que nos levaram à home do UOL estavam diretamente relacionados ao surfe, o que me leva a crer, que você, amado leitor (a), não seja necessariamente um surfista, mas um simpatizante, quem sabe um aspirante?

Dessa forma, aproveito para me desculpar por todas as vezes que meu vocabulário deixou de fazer sentido. Me comprometo, a partir de hoje, a explicar cada termo comum ao dialeto do surfe presente nesse blog.

Sobre rabeadas, uma enquete e o retorno da inspiração

Não tem nada a ver com rabo, muito menos com a tradicional sobremesa natalina. Alguns dizem “raberar”, mas independente das pequenas mudanças e formas de dizer de acordo com cada território do país, todo surfista sabe o que a rabeada significa.

Sem muita inspiração para escrever, resolvi, há dois dias, lançar a seguinte enquete: o que você sente quando é rabeado?

Melhor do que ouvir diferentes pontos de vista, foi perceber velhas respostas dando lugar a novas formas de encarar uma rabiada. A nova geração é de fato mais evoluída e os dinossauros do surfe vão pouco a pouco sendo amortizados.

Olha eu esquecendo de você que não faz ideia do que eu tô falando! Rabear alguém no surfe significa interromper a performance do surfista que tem a prioridade sobre a onda. No meio profissional chama-se interferência.

Desde que o mundo é mundo existe uma “regra” que diz: o respeito acaba a partir do momento que alguém invade o “espaço” do outro. Por essa razão, costumo, em princípio, interpretar dessa forma. Logo, quem rabea falta com respeito.

É claro que toda regra tem exceção e uma onda pode ser compartilhada em caso de ambos surfistas estarem de acordo. Assim como Stephanie Gilmore e Dave Rastovich.

Devo confessar que já tomei muitas rabeadas, algumas muito desrespeitosas, outras nem tanto, por pura distração ou inexperiência. Já rabiei também, de propósito e sem querer.

Por essa razão acredito que uma rabiada pode ser sim motivo de frustração para quem toma, raiva, mas jamais descambar para agressão. Apesar de o mar ser um ambiente desafiador, muitas vezes nos impondo atitudes um tanto brutas, jamais devemos desrespeitar as divindades oceânicas, muito menos nosso templo sagrado.

Para concluir, atire a primeira pedra quem nunca rabiou.

Boas ondas galera, elas estão chegando finalmente..

Aprenda a conjugar o verbo ‘rabear’ no Presente do Indicativo

Eu rabeio

Tu rabeias

Ele rabeia

Nós rabeamos

Tu rabeastes

Eles rabeiam

Veja as 3 rabeadas que selecionamos pra você

Aqui não é bem uma rabeada, já que o Golfinho, como qualquer outro animal marinho, sempre terá a prioridade. Afinal, intrusos somos nós. Assista à performance do Golfinho rabeador.

A rabeada da rabeada. Neste caso o fanfarrão ficou todo cheio de si ao derrubar o rabeador, só se esqueceu de notar que ele mesmo estava cometendo o ato da rabeada.

Uma rabeada digna de resenha para um próximo post, quem sabe

por Janaína