Não foi o blog de surfe todo, mas dois textos. Postagens escritas com a sinceridade de um paciente que expõe seus dilemas ao atencioso analista

A ausência de backup impossibilita que os textos sejam novamente compartilhados. Por isso, quem leu, leu, quem não leu, nunca lerá.

Um dos textos tratava de um roteiro para um canal de Youtube que nunca existiu. Uma queda merda, misturado às angústias de não ter respostas para nada ultimamente.

Como assim, sumiram? Eles estavam ali, agora mesmo – pergunto desesperada ao programador do site.

Hacker? Pane no sistema? Não há uma resposta para o sumiço dos textos, mas uma lição: faça o maldito backup!

Ideias sobre interromper o processo, deletar o blog e partir para outra pairaram na mente esse final de semana. Talvez seja a hora de não mais expor minha opinião sobre o mercado do surfe. Apenas surfar. Afinal é isso que importa.

Por isso, nunca serei capaz de entender a mente de ex-surfistas. É tipo ex-gay, sabe? Difícil de acreditar que possam existir.

Sou dura na queda, já foram tantas as vacas. O tombo precisa ser grande pra me derrubar. Se tem uma coisa que a morte dolorosa de minha mãe contribuiu foi me manter forte. Apesar de quase ter morrido por dois anos em luto, sobrevivi, renasci, e acredito, mais forte do que antes.

Para completar recebi uma mensagem enquanto dividia a hipótese de acabar com o projeto de ter um blog de surfe. O texto veio de alguém que não conheço pessoalmente, mas que é uma dessas surfistas-mulher-maravilha que o surfe me apresentou. Puta que pariu, como sou grata a esse esporte.

A mensagem de WhatsApp dizia para manter o rumo, com bom ou mau tempo. E seguia mais ou menos assim: “…não importa o que esteja acontecendo ao seu redor, faça o melhor que estiver ao seu alcance..”

Tudo fica mais incoerente quando me levanto para finalizar o almoço e entre uma panela e outra, acesso o Facebook. Eis que mais uma tragédia invade minha timeline.

Não, Boechat! Não posso acreditar… que merda…