Filipe Toledo salva evento em ondas artificiais

Filipe Toledo e Coco Ho são os vencedores do Michelob ULTRA Pure Gold Rumble, evento da WSL, realizado na piscina de ondas de Kelly Slater, em Lemoore, California. A dupla superou Tatiana Weston-Webb e Kanoa Igarashi.

por Janaína Pedroso

Filipe vence em Lemoore. Foto WSL/ Lawrence.

E não é que entre uma mamada e outra, um chorinho aqui outro ali e muito colo e chamego, consegui assistir ao evento da piscina de ondas. Assim, com Antônio completando 30 dias de vida, vimos Filipe Toledo levar a melhor.

E o que de melhor teve em Lemoore?

Com três brasileiros na disputa, o evento que tirou os fãs e competidores do jejum forçado coroou o ubatubense, radicado nos Estados Unidos, Filipe Toledo e a havaiana Coco Ho. 

Além de assistir à bela exibição de Filipe, que começou errando na primeira onda, e demorou um pouco até “pegar no tranco”, para então revelar-se: o Toledo show man ( tubo de base trocada, amigxs), teve Adriano de Souza!

E teve Carissa Moore surfando demais, apesar de eliminada em função da péssima apresentação da sua dupla, o havaiano Seth Moniz. Que azar!

O dono da onda

É sempre bom assistir mister Kelly Slater, no alto dos seus quase cinquenta anos, surfando feito garoto. 

O cara é tão competitivo que deu a impressão, ao final, sabendo que não teria mais chance de vencer, ter feito propositalmente uma graça. Emendar dois 360º?

As minas

Carissa Moore e Caroline Marks foram disparadas as melhores mulheres na água. Uma bastante experiente. Já a outra, uma novata que tem tudo pra dominar o circuito por bons anos.

Apesar da brasileira ter evoluído horrores depois que começou a treinar com Dora, Tatiana ainda mantém algumas posturas (de backside) que incomodam ao assistir. Coluna dura, quadril “sem gingado”, surfe meio quadrado. Porém, forte e preciso.

Monotonia a vapor?

A onda do Surf Ranch é gerada pelo que parece ser um trem, uma locomotiva a vapor. Ela chega sem vacilar, para então formar a direita e a esquerda (nem tanto) “perfeitas”. Porém artificiais, iguais. Na piscina nada é imprevisível. Não tem série surpresa, nem disputa de remada. Não tem emoção?

A verdade é que bom mesmo deve ser surfar na piscina. Porque se não houver a presença de caras como Filipe, Medina e John John, assistir  torna-se uma tremenda chatice.

Afinal de contas, a dinâmica é lenta e os comerciais são intermináveis. Soma-se a isso os problemas na transmissão que, desta vez, tornaram impossível acompanhar pelo site.

Genialidade versus artificialidade

Por fim, Filipe Toledo não só venceu o evento, como o salvou. Sua performance definitivamente valeu o tempo dedicado à frente da tela do computador para assistir ao evento.

E você, o que achou de Lemoore?

Autor: origemsurf

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7 Comentários

  1. Acho que a Tatiana precisa fazer capoeira. Sério, para soltar os movimentos.

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  2. Gostei do evento com homens e mulheres, deu um pouco mais de emoção, para o momento que estamos vivendo valeu…

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  3. Gostei do evento com homens e mulheres, deu um pouco mais de emoção, para o momento que estamos vivendo valeu…

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  4. Me emocionei em ver um evento ao vivo, mas tb valorizei a dinâmica mais rápida que o surf na piscina proporciona 🙂

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  5. Eu achei um campeonato chato pra caramba. Insípido, inodoro e incolor (praticamente um chuchu rsrsrs) Primeiro porque um campeonato da wsl sem os três dos quatro melhores surfistas da atualidade ( Italo, Medina e John John) matou logo de cara uma boa parte do interesse. A transmissão pelo sportv foi sofrível, a maioria dos competidores sofreu para conseguir mostrar um bom desempenho nas ondas artificiais, uma esquerda e uma direita por surfista foi muito pouco, teve gente que sequer teve a chance de colocar a prancha no pé, os replays da WSL não contaram historia alguma e parece que não passou pela cabeça de ninguém colocar as ondas dos oponentes uma ao lado da outra para comparação no final da bateria (com ondas tão iguais é importante) e o julgamento, que já é ruim, na piscina parece ainda pior. Aliás, nem juiz tinha por lá, estavam todos muito longe do evento. Mas nem tudo foi ruim. O formato, apesar das poucas ondas, me pareceu legal e a ideia de juntar duplas masc e fem foi irado. Para quem fala mal das meninas, foram elas que decidiram varias baterias. O campeonato só ficou interessante nas finais, onde os poucos competidores(as) que conseguiram vencer a máquina fizeram o evento valer a pena. O Filipe, o Mineiro e o Kanoa quebraram, a Caroline, a Tati e a Coco Ho idem. Alto nível de surf. O Kelly surfou bem também, claro, mas foi quem acabou afundando a dupla rsrs Para surfar, deve ser uma onda tão alucinante quanto qualquer outra ond aperfeita, não há quem diga que é ruim, mas para assistir não é tão legal. Não em um evento com manobras burocraticas onde todo mundo ja sabe o que vai acontecer. Mas enfim, criticas de um cara bem chato e bem critico rsrs

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