Depois da ondulação épica que chegou a Nazaré nos últimos dias, e reuniu grandes nomes do surfe de ondas gigantes, as autoridades portuguesas decidiram fechar o acesso ao local, e consequentemente às ondas, por conta da pandemia .

por Janaína Pedroso

Foto Gonçalo Forjaz Trigueiro.

Isso porque, o espetáculo do mar atiçou a curiosidade de muita gente e fez com que muitos se aglomerassem no local para assistir aos melhores atletas do mundo desafiarem o que já está sendo chamado de “swell do século”. Durante as transmissões ao vivo, direto de Nazaré, era possível inclusive notar diversos espectadores sem o uso da máscara de proteção.

Ao que parece, a pandemia global está longe de terminar e ainda vai adiar muitos acontecimentos, principalmente tratando-se de eventos, certamente um dos mercados mais afetados pela Covid-19.

WSL em espera

A liga mundial de surfe, WSL, já havia anunciado as datas da janela de espera para o Nazare Tow Surfing Challenge. Mas com o fechamento do pico, o evento agora passa a ser uma incógnita.

Esse ano, seis brasileiros estão inscritos no evento, incluindo Maya Gabeira e Michelle des Bouillons.

De acordo com o site português Surf Total, o presidente da Câmara Municipal da Nazaré, Walter Chicharro está articulando reunião com a Capitânia do Porto de Nazaré para fazer com que ao menos o surfe seja liberado.

Exagero ou prudência?

Há quem dia que a decisão foi arbitrária, um exagero. Portugal, que deu um ótimo exemplo de como se comportar em uma pandemia de escala global, parece não estar disposto a correr os riscos de ter que presenciar uma nova ondulação virulenta.

Afinal, de ondas bastam as de Nazaré.