Pela primeira vez na história do surfe, uma atleta compete com a bandeira do Orgulho LGBTQ+ estampada na lycra de competição. Bicampeã mundial, Tyler Wright diz querer seguir competindo para inspirar diálogos sobre diversidade, inclusão e humanidade

por Janaína Pedroso

Misoginia, machismo, racismo. Tem tudo isso no surfe e a verdade é que não é todo mundo que vai surfar pensando em se divertir ou se conectar com a Natureza. O lifestyle ‘de boa’, fica bem de lado dependendo do pico que você estiver, ou de quem rema ao seu lado.

Se por um lado há uma enorme quantidade de surfistas tóxicos por aí, de outro, quero crer que o mundo está mudando pra melhor.

Eu quero ganhar. Eu vou ganhar, então continuarei usando essa plataforma como um lugar para ter conversas sobre identidade, humanidade e inclusão.

Essa semana, a surfista australiana Tyler Wright se posicionou novamente. Depois de manifestar apoio e solidariedade às vidas pretas, durante a etapa Tweed Pro, agora a surfista falou abertamente sobre sua sexualidade, e por meio das redes fez um post-desabafo, em prol da diversidade sexual dentro do surfe competição.

“Hoje, sinto que avancei em busca da compreensão da ‘minha verdade’ e autenticidade. Como mulher bissexual da comunidade LGBTQ+ e australiana, estou muito feliz por poder representar ambos com essa lycra de competição.”

“Surfar é para todos”, finaliza Tyler. 

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Reprodução Instagram

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