O empreendimento tem cerca de 30% do projeto concluído e entrega prevista para dezembro de 2022. Até agora, as etapas de terraplanagem, pavimentação e drenagem foram terminadas e o primeiro, dos sete prédios, finalizado. 

por Janaína Pedroso

Localizada em Garopaba (SC), tradicional pico de surfe, a piscina de 25 mil metros quadrados, deve produzir 900 ondas por hora. 

Além da Surfland, há no Brasil, outra piscina de ondas a ser lançada, dentro de condomínio luxuosíssimo, em Itupeva, interior de São Paulo.

Mercado aquecido apesar da pandêmia

O mercado de piscinas de ondas parece seguir aquecido apesar do ano pandêmico. A tecnologia Wavegarden, utilizada em Garopaba pela Surfland, tem anunciado com frequência novos empreendimentos.

Em maio, deve ser lançada a piscina de ondas nos Alpes Suíços. Surfista do circuito mundial, o havaiano Ezekiel Lau, esteve por lá para realizar testes e performar nas ondas artificiais. De acordo com Lau, uma das grandes vantagens do surfe em piscinas é a possibilidade de treinar repetidamente a mesma manobra, como em uma pista de skate, já que não há variação de tamanho, fundo e/ou maré.

“Eu provavelmente só consegui completar dois blackflips na minha vida inteira, mas depois de alguns dias surfando aqui (Suiça), dei uns quatro ou cinco. Sinto que meu surfe evoluiu hoje, um sentimento raro”, disse Lau.

Ezekie Lau na piscina de ondas dos Alpes Suícos. Crédito Wavegarden/AlaiaBay.

Valores e opções ao redor do mundo

Enquanto piscinas de ondas públicas são inauguradas ao redor do mundo, no Brasil, os empreendimentos anunciados até agora são de piscinas incorporadas a condomínios fechados.

A Surfland, porém, oferece um modelo de negócios mais acessível. No sistema de multipropriedade, os investidores são donos de frações do empreendimento. Assim, é possível tornar o projeto mais inclusivo, com custos reduzidos em que o proprietário paga pelo tempo que desfruta.

Mas quanto custa surfar em uma piscina de ondas? Depende, e muito! Se você quiser se aventurar no Surf Ranch, de Kelly Slater, por exemplo, vai desembolsar mais ou menos uns R$ 36 mil reais por um final de semana. O valor não inclui passagens nem hospedagem.

Na Austrália, em Melbourne, os valores de uma sessão de surfe são mais amigáveis: de 60 a 130 dólares. Ainda há opções na Coreia do Sul (a maior piscina de ondas do mundo até agora), outra nos Estados Unidos (Waco) de 60 a 104 dólares por uma hora de surfe e na Suíça, que deve ser inaugurada em maio deste ano, os valores ainda não foram divulgados.

Por enquanto, resta saber quando o mundo vai entrar novamente nos eixos, e se vai, para que seja possível planejar uma viagem daquelas, conhecer e surfar em uma piscina de ondas, ou até sonhar com a possibilidade de pegar ondas em uma piscina pública no Brasil.